quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A espiritualidade

Os mistérios de Deus revelados

Existe a ordem natural, a social e a espiritual, integrada pelo homem, cidadão e pelo crente. Seja este último da religião que for ou de nenhuma, desde que se relacione com Deus (Jeová, Alá, Arquiteto do universo, etc.) como o Criador, Mantenedor e Princípio de tudo o que existe.

O descrente,cético ou ateu rejeita a espiritualidade e é chamado de “materialista”. Os espiritualistas são todos aqueles que cultivam a espiritualidade seja na religião Espírita, Católica, Evangélica, Hindu, Islamita, etc. O Cristão autêntico não aceita a doutrina (preceitos) do Espiritismo, já os Espíritas aceitam parte da doutrina Cristã, embora a interpretem de forma diferenciada em muitos pontos, segundo o seu criador Allan Kardec.

Os Islamitas ou Muçulmanos crêem em Deus como um ser único, indivisível. Os Cristãos crêem em Deus como o Pai (Criador), o Filho (o Verbo de Deus, o 2° elemento da Trindade, saído de Deus e extensão de Seu ser) e o Espírito Santo (o 3° elemento que os une e força ativa de Deus). Um em três e três sendo um. 

Para os Cristãos (discípulos de Jesus Cristo e adoradores do Pai), Deus fez o mundo pelo seu poder e sabedoria. Deus é o Princípio de tudo o que existe e o Filho é o Princípio de tudo o que foi criado. Com a criação do universo físico surge a dualidade: Deus é o Princípio ativo, poderoso, eterno que tem a sua afirmação pela matéria, pelo tempo, pela efemeridade, pela morte que afirmam (revelam) a imaterialidade do Seu ser, a Sua eternidade. A dualidade atesta que a escuridão é revelada pela luz, o mal pelo bem, a vida pela morte... Sem a morte não existiria a vida. Haveria apenas uma existência, como a da pedra. Essa dualidade existe dentro do universo físico que é reflexo da dualidade Deus/matéria.

A primeira comunidade criada por Deus com livre arbítrio (liberdade de agir) foi a dos Anjos, a qual falhou por intermédio de Lúcifer – o Anjo de luz, e a segunda comunidade (do homem), que Deus criou dentre a matéria para ser mais dependente d’Ele, falhou logo com Adão e Eva – os primeiros, mas também induzido pelo Anjo rebelde e vaidoso. Deus ainda procura adoradores que amem espontaneamente ao seu Criador.

Para os Cristãos o Filho (o Verbo saído de Deus no princípio) integrou-se à matéria em Jesus, que foi gerado numa mulher que não tinha sido tocada por homem, porque se tratava de uma "inovação" de Deus no plano material. Deus havia unificado a si mesmo em três, agora Ele unificava a matéria a si mesmo. O verbo foi gerado em Deus (Espírito), Jesus foi gerado em Maria (matéria). O Seu Espírito não “nasceu” com o seu corpo humano, Ele existia desde o princípio de tudo (“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” João 1:14). Com a fecundação divina de Jesus, Maria não se tornou Deus (nem mãe de Deus), Deus tornou-se homem. Toda a espécie humana foi selada em Jesus, não em Maria que teve sua grandiosa missão cumprida. Maria não teve sua formação biológica alterada, vindo depois a ser esposa (de José) e mãe de vários filhos e a pessoa mais abençoada entre toda a humanidade. Jesus, no entanto, pagou o preço da inimizade e afastamento da humanidade com o seu criador. Fez um acordo com o Pai para morrer pela transgressão de Adão e de seus descendentes e formar espiritualmente uma nova geração de humanos (que aderirem a esse pacto), voltados à condição original de obediência, adoração e comunhão. Jesus era o único homem capaz de fazer essa expiação por ser o único homem isento da transgressão original (feita pelo 1º Adão).

A dualidade Espírito/matéria foi desfeita. Agora Deus é um só em tudo. Para isso acontecer Deus criou um outro homem no ventre de Maria, o 2º Adão (Jesus, o Cristo) feito para iniciar uma nova geração de homens com acesso à dimensão espiritual. Na integração de Deus com a matéria/homem o Espírito Santo tem a liberdade e a alegria de fluir plenamente nos fiéis (embora possa fluir em qualquer um). Jesus veio restaurar a ligação perdida, resgatar a descendência espiritual.

Jesus é o Salvador do homem descendente do 1º Adão, o qual foi induzido pelo Anjo rebelde (posteriormente à queda, denominado Satanás) perdendo o direito à imortalidade e promovendo um desequilíbrio no universo criado, gerando uma consciência oposta a de Deus, conflitante com a sua natureza e que não pode subsistir. Essa nova consciência será eliminada. Mas Deus, na Sua insondável Sabedoria faz tudo seguindo as regras físicas e espirituais por Ele criadas para que a transubstanciação (de Jesus) fosse perfeita no campo físico e espiritual. Deus age assim por causa dos Anjos e de Sua própria Justiça. Jesus veio renovar a primeira aliança de Deus com os homens, para aqueles que (pela fé) esperavam a salvação de Deus e para aqueles que agora a recebem. (Jesus, o Verbo gerado homem pelo Espírito de Deus. A face visível, material, humana de Deus). Fisicamente descendente de Adão e espiritualmente de Deus Ele é o único homem capaz de cumprir a promessa de Deus feita a Abraão de suscitar um descendente de Daví para restaurar a santidade no homem e a religação (do grego religare, originador da palavra religião) com o Criador.

Por tudo isso Jesus ressurreto tem o poder sobrenatural de agir no espaço, no tempo, na matéria. Maria não dispunha desse dom e – como qualquer mortal, ainda não dispõe. Jesus nunca fez sexo, não gerou filhos. Se isso acontecesse surgiria um distúrbio espiritual nos planos de Deus, haveria homens com a natureza Divina. Ao invés de um Deus-homem, haveria homens-Deuses. Deus é o Senhor dos desígnios, do tempo, da vida, do bem e do mal... E estabeleceu regras de ordem natural, social e espiritual para todos. Portanto os Anjos (seres espirituais que não serão homens) e os homens (que serão anjos superiores) que transgredirem as regras (como o Anjo decaído com os seus seguidores Anjos e homens) não terão um destino bom. A Bíblia fala em dois lugares distintos para os seres criados, conforme seus atos. Os anjos seguidores de Satanás (1/3 da criação celeste) são os demônios que transitam na terra.

O Verbo, em sua missão anteriormente anunciada por vários profetas, da Glória Celeste desceu à terra, à matéria, à um corpo humano, à um estábulo, à prisão, à cruz, ao escárnio, à solidão da morte de corpo amaldiçoado pela transgressão original, ao túmulo e ao abismo, trono de Satanás. Jesus cumpriu todo o ritual destinado aos homens, mas quando o Pai o ressuscitou Ele trazia nas mãos a vitória sobre a desobediência, a rebeldia, a separação espiritual, a morte, as trevas e sobre o deus (Satanás) deste universo decadente, derrotado de forma irrevogável pelo Amor, Justiça e Sabedoria de Deus.

Nas Escrituras Sagradas Jesus é chamado de o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, a Raiz de Daví, a Estrela da manhã, o Príncipe da Paz, a luz, o Pão, o Mestre, o Redentor, o Salvador, o Libertador, Rei dos Reis, Senhor dos senhores, o Messias, o Cristo, Maravilhoso, Conselheiro, Pai da eternidade...

A próxima ação do Criador, já consumada na unificação do homem Jesus com o seu Filho espiritual (o Verbo), será a imortalidade do homem. O evento da encarnação (não reencarnação) e expiação de Jesus na cruz garantiu, por uma operação do Espírito de Deus, um Espírito imortal para o homem.

Deus chama a todos para o caminho certo. Jesus não veio só para unir dois universos. Veio unir o homem a Deus. Fazer dos seus novos irmãos não mais criaturas, agora filhos, com a consciência do Pai. Herdeiros e imortais participantes do Seu reino.

Alberto Magalhães

Fonte: As Escrituras Sagradas